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Celebração do fim da peregrinação a Meca

Festa muçulmana em Loures

1 de outubro de 2016
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No dia 18 de setembro o Parque Adão Barata acolheu a celebração do fim da peregrinação a Meca, juntando no mesmo espaço a comunidade islâmica de Loures e dos concelhos vizinhos.

Eid UL Adha é o nome da festa religiosa que assinala o fim da peregrinação a Meca, que foi assinalado no Parque Adão Barata no dia 18 de setembro. Um convívio que juntou a comunidade islâmica de Loures e dos concelhos vizinhos. Presente na festa esteve Nour Machlah, um dos primeiros refugiados a ser acolhido no nosso País. De origem síria, este estudante de 25 anos encontra-se atualmente a efetuar um mestrado em arquitetura e demonstrou apreço e gratidão pela forma como foi recebido.

Bernardino Soares fez questão de estar presente sublinhando a importância do Encontro «tenho muito gosto que esta comunidade, que tem aqui a representação das várias comunidades, quer de dentro quer fora do Concelho, tenha feito já há três anos esta reunião, aqui no Parque Adão Barata em Loures. Isso enche-nos de orgulho e sentirem-se bem-vindos neste espaço, significa que o mesmo é acolhedor e aberto a todas as participações e a todas as presenças.

O convívio é sempre uma grande animação pela sua diversidade, pela gastronomia muito própria que podemos aqui experimentar e é de facto uma prova de que esta comunidade nos enriquece no nosso dia-a-dia.» Quanto à integração o Presidente do Município é taxativo «a comunidade muçulmana não vive num mundo à parte, tem a sua cultura e religião própria e isso está em plena harmonia com tudo o resto que existe aqui no Concelho, que é um Concelho com grande diversidade cultural e religiosa, o que nos dá um grande orgulho.

Em particular, esta comunidade que é bastante numerosa e importante na nossa sociedade concelhia, tem tido um papel muito relevante há muitas décadas a esta parte na intervenção, nas questões sociais e comunitárias e também com elementos participantes nos espaços da Autarquia. Estão sempre presentes numa perspetiva de plena integração. Acho que até não faz já grande sentido estarmos a falar de integração, pois é uma comunidade de pleno direito e há muitos anos, que nos enriquece com a sua cultura, hábitos e tradições próprias, que são mais uma vertente desta grande massa intercultural que constitui o nosso Concelho.»

Por fim a hospitalidade e a relação de outras comunidades e origens é pacífica porque, segundo o edil, «há três razões para isso acontecer: a primeira é a natural hospitalidade e tolerância do povo português que sabe integrar quem vem de fora, como também sabe integrar-se quando emigra para outros países.

A segunda razão é o trabalho que a Câmara tem vindo a fazer relativamente ao diálogo inter-religioso, tendo sido a primeira a criar uma unidade específica da sua orgânica para dar uma atenção direta a estas comunidades, às religiões e às diferenças culturais e isso, bem como o discurso que sempre fazemos de grande valorização da interculturalidade e da riqueza de cada comunidade, também abre portas, porque o poder político mostra que é esse o caminho que quer trilhar e não outro qualquer.

Finalmente, o principal mérito é da própria comunidade islâmica e da forma como se organizou e integrou querendo ser parte de um todo. Desde há muitas décadas quando cá se começaram a instalar, sempre procuraram estar integrados no resto da sociedade, nunca procuraram viver no reduto, no isolamento, fechados na sua própria comunidade e isso faz com que hoje, a sua presença, seja de uma naturalidade total como de qualquer outra comunidade ou de qualquer outra origem aqui no concelho de Loures.»

Pedro Santos Pereira

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