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Notícias | Saúde

Grávidas reencaminhadas

Mais Bebés a Nascer em Loures

9 de setembro de 2019
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Grávidas da zona de Lisboa estão a ser reencaminhadas para Loures por falta de especialistas nos centros hospitalares. A Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo sublinha a importância da articulação entre as diversas instituições.

O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) garante ao Correio da Manhã (CM), “que muitas grávidas recebidas em vários hospitais da grande Lisboa (Santa Maria, São Francisco Xavier, Maternidade Alfredo da Costa, Amadora-Sintra e Cascais) estão a ser encaminhadas para o Hospital Beatriz ngelo, em Loures, por falta de médicos especialistas nos respetivos centros hospitalares.”

A informação foi confirmada ao CM por uma fonte oficial do hospital de Loures, que admite que os encaminhamentos “são recorrentes”.

O problema está na falta de médicos especialistas durante os meses de verão, como denunciou o jornal Público ainda em junho1. A falta de obstetras, pediatras e anestesiologistas na grande Lisboa está a fazer com que os serviços sejam assegurados com menos do que os três especialistas necessários — o que já levou alguns médicos do Serviço Nacional de Saúde a pedirem escusa de responsabilidade por falhas, alegando que não estão asseguradas as condições mínimas de segurança.

A Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) não confirma nem desmente que as grávidas estejam a ser encaminhadas para o hospital Beatriz ngelo: “As maternidades de Lisboa estão a receber grávidas. Caso haja necessidade de encaminhar utentes, as equipas articulam com o CODU/INEM, no sentido de identificar a unidade que naquele momento tem melhor capacidade de resposta”, limitou-se a afirmar a ARSLVT em respostas enviadas ao Correio da Manhã.

As quatro maternidades da região de Lisboa efetuaram este mês uma média diária de 29 partos, menos quatro face ao período homólogo do ano passado, e realizaram uma média de 213 urgências por dia (menos 11), revelam dados oficiais.

Segundo a ARSLVT, foi registada a mesma tendência nas duas maternidades públicas mais próximas da capital, nomeadamente a do Hospital Beatriz ngelo, em Loures, e do Hospital Dr. José de Almeida, em Cascais, onde, até 25 de Agosto, o número de partos foi de 367, menos oito partos do que os verificados no mesmo período de 2018.

“A indispensável articulação entre instituições, bem como a disponibilidade manifestada pelos profissionais de saúde envolvidos possibilitaram, uma vez mais, que o funcionamento das urgências tivesse decorrido conforme o expectável”, afirma o presidente da ARSLVT, Luís Pisco, no comunicado.

Luís Pisco sublinha que a ”estreita colaboração entre a ARSLVT, as direções hospitalares e o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) mantém-se, estimando-se que também em setembro o atendimento decorra de forma tranquila”.

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