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Notícias | Atualidade

Gastas em materiais de construção

Doações para desalojados do Bairro da Torre

3 de dezembro de 2018
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Foram apreendidos materiais de construção, como tijolos e cimento, comprados com o dinheiro das doações para bens essenciais para as vítimas do incêndio do Bairro da Torre em Camarate. Estes materiais teriam como destino construir novas barracas dando continuidade às habitações ilegais e sem condições no concelho.

No passado dia 22 de julho, no bairro da Torre em Camarate, infelizmente 35 pessoas ficaram desalojadas por causa do incêndio que ocorreu. Rapidamente se montou uma campanha de solidariedade, como habitual nestas situações, solicitando às pessoas:

"Porque onde todos ajudam nada custa, vamos unir esforços para ajudar estes cidadãos, que vivem tempos desesperados. Neste momento encontram-se a dormir no chão da igreja/barraca do bairro. A partilhar diariamente um único espaço. Não têm sequer as mínimas condições de habitabilidade. Escasseiam já alimentos, produtos de higiene, medicamentos, roupa e calçado. É tão simples fazer a diferença. Dê o seu contributo aos desalojados da Torre. Pode fazê-lo através de bens (os listados acima) ou fazendo uma doação através do IBAN: PT50 0033 0000 13080059788 48 com o Nome de Conta: Fábrica Igreja Paroquial São Tiago de Camarate." São pedidos bens alimentares, de higiene, roupa e medicamentos. No Facebook do Jornal de Camarate, um cidadão, que alegadamente faz ou fez voluntariado no bairro da Torre afirmou que Camarate era “um palco de violência institucional” porque, para além dos acontecimentos na escola, as autoridades apreenderam materiais de construção que seriam uma ajuda para melhorar as condições de vida da população das barracas da torre! Segundo apuramos, estes materiais de construção (tijolos, cimento...) foram adquiridos com o dinheiro doado por todos nós, os que aderiram, para se comprar alimentos, medicamentos, roupas e produtos de higiene...

E, afinal, parece que não foi isso que foram comprar!

Usar o dinheiro para outro fim daquele que foi proposto, para construir ilegalmente habitações, para continuar a alimentar este flagelo das barracas é que não está certo! Apuramos também que a Junta não tinha conhecimento desta situação e neste momento está a acompanhar esta operação colaborando com as autoridades.

Fonte: Jornal de Camarate

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