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Notícias | Atualidade

Primeiro-ministro reuniu com autarcas de Loures

António Costa visita o Concelho

4 de agosto de 2020
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Frisando que a situação hoje está sob controlo em todo o território nacional, o primeiro-ministro defendeu à saída da reunião com autarcas em Loures, que "não devemos desvalorizar o facto de, em alguns locais muito precisos, haver uma taxa de incidência muito elevada".

Apesar de com a nova metodologia se ter conseguido estabilizar o aparecimento de novos casos, o que tem permitido vir a diminuir o número de casos ativos, António Costa afirmou que "seria prematuro, neste momento, estar a aligeirar as medidas neste território".

"Creio que é, neste momento, consensual entre todos", sublinhou, remetendo qualquer decisão para segunda-feira, dia 27, em que será feita uma avaliação global. "Isto é um processo dinâmico, todos os dias há novos dados", pelo que, "temos de ir acompanhando dia a dia a evolução da situação", afirmou Costa.

O primeiro-ministro sublinhou ainda que é também preciso ter em conta a alteração de focos muito precisos para uma maior dispersão em Loures. "O que exige da parte das equipas um esforço acrescido", vincou, salientando ser diferente trabalhar intensamente num determinado bairro e correr múltiplas ruas com uma extensão significativa.

De sublinhar que o primeiro-ministro já reuniu com os autarcas de Sintra e da Amadora, tendo afirmado, em declarações aos jornalistas, que não via "razões", neste momento, para as 19 freguesias saírem da situação de calamidade.

Questionado sobre o facto de Portugal estar a ser colocado em listas vermelhas de alguns países devido aos vários surtos existentes, António Costa lembrou que sempre afirmou que, a partir do momento, que Portugal fosse saindo do confinamento para uma normalização da vida, o risco de contágio necessariamente aumentaria.

Desde o início do desconfinamento, houve algumas situações "ocasionais", apontou o chefe do Executivo referindo-se às festas ilegais que "geraram focos muito intensos", como foi o caso da festa de Odiáxere. Depois, a questão dos "focos muito localizados" em locais que "sabíamos de risco acrescido", como foi o caso dos lares que "não significa a expansão do vírus na comunidade". Neste caso, o primeiro-ministro falou do surto de Reguengos de Monsaraz em que houve uma situação no lar que tem um "enorme efeito estatístico", mas tal não significa a contaminação generalizada no território.

Por fim, há uma terceira situação que é a de um conjunto de freguesias da Área Metropolitana de Lisboa onde se verificou "uma incidência maior", situação que motivou as medidas localizadas, resumiu.

Portanto, no resto do país a situação é hoje "absolutamente tranquila", afirmou, ressalvando: "Sem prejuízo da realidade que temos todos presente: até haver vacina,o vírus vai continuar a estar aí".

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