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Opinião
Cristina Fialho – Chefe de redação
Cristina Fialho
Chefe de redação

Editorial

Faz o que gosta? Gosta do que faz?

8 de abril de 2019
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Já fui babysitter, promotora de eventos, já trabalhei numa livraria, numa loja de acessórios, já fui assistente de marketing, já fiz reportagens para a TV, ja fui modelo de cabeleireiros e de maquilhadores, já fui figurante em novelas, já fui produtora de um programa de televisão, já desenvolvi conteúdos para revistas, jornais, blogs, sites, já criei campanhas, estratégias de redes sociais, relatórios de performance. Já geri equipas, dei aulas, dei explicações, fui avaliada e avaliei. Tive colegas que ficaram amigos e outros que nunca soube o nome.

Clientes que me permitiram arriscar e outros que me fizeram arrancar cabelos. Tive chefes que me inspiraram a ser melhor e mais criativa e outros que me fizeram desistir passado uns meses.

Cruzei-me com pessoas muito más, que se faziam temer, que insultavam, que diminuiam e ameaçavam. Cheguei a ir para o trabalho com vontade de chorar só de pensar que teria de lidar com aquela pessoa monstruosa a odiar-me o dia todo.

Das vezes que isso me aconteceu (não foi só uma, infelizmente há muitos portuguesinhos que acham que “gerir” é sinónimo de esmagar os funcionários).

Por todo o lado onde passei (já lhes perdi a conta), guardo comigo os ensinamentos de três mentores que esculpiram a minha forma de ver o mundo profissional e que me incutiram as características que mais estimo em mim.

A MPB ensinou-me que “depressa e bem não faz ninguém”, que as coisas levam o seu tempo. Ensinou-me a ter brio e orgulho em fazer um trabalho “limpinho”, organizado, com bom gosto. A M de vez em quando trazia presentes para nós (éramos uma equipa de 3), cadernos para nos inspirarmos, post its para colorir os lembretes… Trabalhar com ela era calmo, sem pressa de ir para casa.

O AA deu-me independência e espaço para criar, para dar ideias, para pensar, explorar e chegar aos decisores pelos meus pés, pôr-me à prova sem medo e atrever-me a fazer acontecer. Deu-me responsabilidade na mesma medida em que me deu apoio e é assim que se cresce. Espero um dia poder repetir as capacidades de liderança que ele mostrou.

O FE abriu-me a porta quando eu era uma miúda e nunca mais a fechou. Sem saber quem eu era aceitou os textos ainda verdes de quem sonha escrever pela vida (e para a vida). Com umas qualidades humanas fora de série, é um amigo, um conversador, um impulsionador, é a personificação da frase “sê a diferença que queres ver no Mundo”. E com isto todo ele é inspiração e contagia com vontade de ser melhor.

É por isto que não há nada, mas mesmo nada nem ninguém que mereça estar infeliz, ser maltratada, estar resignada, triste e contrariada na vida profissional. Há um mundo inteiro à nossa frente cheio de coisas para fazer e qualquer que seja a tarefa, o que importa é que a façamos com gosto e boa companhia.

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