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Notícias | Saúde

Covid-19

medidas restritivas "pecam por tardias"

5 de julho de 2020
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Bernardino Soares, presidente da Câmara de Loures, considera que as restrições nos transportes podem estar a contribuir para os números de casos de Covid e, afirma que uma cerca sanitária ao concelho é impraticável.

Em causa estão as Uniões de Freguesias de Camarate, Unhos e Apelação e a de Sacavém e Prior Velho, localizadas na zona oriental do concelho de Loures, na fronteira com a cidade de Lisboa, que terão uma vigilância mais ativa por parte das autoridades.

As medidas mais restritivas para conter a propagação da covid-19 são aplicadas em 19 freguesias de cinco dos 18 concelhos da Área Metropolitana de Lisboa (AML), designadamente de Lisboa, Sintra, Amadora, Odivelas e Loures.

"Considero que o facto deste território estar incluído é muito bom e só peca por tardio. Há mais de um mês atrás que já existiam sinais da perda de controlo da situação", afirmou à agência Lusa o presidente da União de Freguesias de Sacavém e Prior Velho, Carlos Gonçalves (PS). Segundo adiantou o autarca, existem atualmente naquela União de Freguesias 320 casos ativos da covid-19, num universo de quase 25 mil habitantes (censos de 2011).

No entanto, Carlos Gonçalves ressalvou que, para as medidas previstas terem sucesso, será necessário "reforçar o número de efetivos da PSP" para que haja uma "fiscalização efetiva". "Neste momento, todos os meios são poucos e terá de haver um reforço, senão não vale a pena", sublinhou.

Relativamente aos problemas vividos, tanto em Sacavém como no Prior Velho, o autarca destacou a precariedade social, habitacional e laboral dos habitantes e o incumprimento de muitos estabelecimentos comerciais. "Temos casos de venda ambulante não licenciada, temos estabelecimentos em incumprimento de horário. Enfim, um conjunto de situações que já foram várias vezes denunciadas", apontou

No mesmo sentido, o presidente da União de Freguesias de Camarate, Unhos e Apelação, Renato Alves (PS), considerou que a situação aflitiva que se vive atualmente naquele território "era mais do que expectável". "Expectável pelo estilo de vida da população, pelas condições em que vivem e em que têm de ir trabalhar", apontou.

Quanto às medidas, o autarca considerou que terá de existir "um reforço de meios para garantir a fiscalização" e uma maior articulação com as Autoridades de Saúde e a Câmara Municipal de Loures. "Infelizmente, nós somos o parente pobre e ficamos muitas vezes à margem daquilo que se vai fazendo no nosso território", queixou-se.

Segundo os últimos censos (2011) residem na União de Freguesias de Camarate, Unhos e Apelação e na de Sacavém e Prior Velho cerca de 35 mil habitantes.

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