Anuncie connosco
Pub
Notícias | Atualidade

Alunos, pais e professores saíram à rua para mostrar a sua indignação.

Portela exige obras urgentes nas escolas

6 de abril de 2018
Partilhar

O mau estado de duas escolas do concelho de Loures tem gerado uma forte onda de indignação em pais, alunos e professores, que exigem que se façam obras de fundo urgentes nas escolas EB 2,3 Gaspar Correia e Secundária do Arco-Íris (Portela), ambas na freguesia de Moscavide e Portela.

“A Escola Secundária da Portela tem ferro à vista, salas com infiltrações graves de água, desníveis no terreno, fissuras enormes nas paredes, coberturas em fibrocimento degradado, contendo amianto, e um pavilhão desportivo que mete água em dias de chuva, privando os alunos das aulas de Educação Física, às vezes durante semanas a fio”, começou por explicar a diretora do Agrupamento de Escolas da Portela, Marina Simão, que atribuiu responsabilidades das obras desta escola ao “Ministério da Educação” e a correção do telhado do pavilhão desportivo à “Câmara Municipal de Loures”.

Problemas que se estendem à escola EB 2,3 Gaspar Correia, onde a falta de condições é bem visível, uma vez que é constituída em “caixilharia de madeira, sem qualquer isolamento térmico, com piso degradado, quer em salas de aula, quer no exterior”.

Todavia, os obstáculos ao normal funcionamento do estabelecimento de ensino não ficam por aqui e Marina Simão salienta ainda “os desníveis no terreno, balneários degradados e sem quaisquer condições, pavilhões com fibrocimento degradado e com fissuras, o que faz com que chova copiosamente em várias salas, nomeadamente no pavilhão central, sobretudo junto ao refeitório e na sala de alunos”.

Responsabilidades que a diretora atribui ao Ministério da Educação, “pois esta escola não entrou no contrato de execução de 2008 com a Câmara Municipal de Loures” por se encontrar muito degradada e a necessitar de obras de fundo.

Face a este cenário, a Junta de Freguesia de Moscavide e Portela garante estar com “atenção especial” a estes casos, tendo já iniciado “visitas aos equipamentos com a direção do agrupamento das escolas, nas quais foi possível verificar a situação e elaborar uma carta solicitando ao Ministério a intervenção urgente nos equipamentos, por forma a que os mesmos voltem a possuir as condições necessárias para a atividade letiva”.

Quanto a esta matéria, a Junta de Freguesia de Moscavide e Portela acrescenta ainda: “mais recentemente, realizámos uma visita às escolas com os deputados do PS, Ricardo Leão e Edite Estrela, dos quais recebemos o compromisso de que interpelarão, em plenário da Assembleia da República, o ministro da Educação”.

Alunos, pais e professores juntos na rua

À margem dos constantes pedidos para que estes problemas sejam solucionados com a máxima urgência, no passado dia 20 de março, mais de 800 pessoas, entre professores, pais e alunos, das escolas Secundária da Portela e EB 2,3 Gaspar Correia uniram-se e manifestaram-se junto ao portão da instituição de ensino para reivindicar obras urgentes, alertando para o estado de degradação daqueles estabelecimentos escolares.

André Julião, encarregado de educação e um dos organizadores desta ação garante: “Não vamos desistir desta causa”, acrescentando que já está a circular uma petição “para tentar que façam obras” em ambas as escolas.

“A petição - peticaoescolasportela.org - está disponível na Internet e em locais físicos da freguesia – Igrejas da Portela e Moscavide, Associação de Moradores da Portela, Junta de Freguesia de Moscavide e Portela e no comércio local em ambas as localidades. Entretanto, espontaneamente, vários pais destas e de outras escolas ofereceram-se para recolher também assinaturas”, refere.

Ajudas que se estendem a “outras escolas do concelho e até do país” que se têm manifestado solidárias através de mensagens.

“Nesta altura, a petição já passou, entre assinaturas online e em papel, a marca das 4.500”, informa André Julião, acrescentando que “o ministro da Educação ‘atirou’ com 100 mil euros para ‘obras prementes’ na Secundária da Portela, depois de uma reportagem da SIC”.

Porém, segundo o encarregado de educação, “trata-se de uma verba manifestamente insuficiente para obras desta dimensão. Basta ver que ainda há semanas, o mesmo ministro inaugurou uma escola Secundária requalificada em Ponte de Lima, cujas obras custaram cerca de 13 milhões de euros. A requalificação da escola EB 2,3 de Gueifães custou 2,5 milhões e as obras na Secundária S. Pedro, em Vila Real, que estava num estado parecido com as nossas, ficaram em 4,5 milhões de euros. Isto, só para citar alguns exemplos. Por isso, 100 mil euros é uma gota no oceano”.

Todavia, as escolas continuam a funcionar mesmo com as dificuldades que atravessam diariamente.

“No caso do pavilhão desportivo da Secundária da Portela não haverá aulas de Educação Física, enquanto o tempo atmosférico estiver de chuva, pois é a segurança dos alunos que está em causa”, adverte Marina Simão. “No caso da EB 2,3 Gaspar Correia poderá haver também lugar ao encerramento do pavilhão desportivo, pois, quando chove, a zona contígua àquele equipamento fica alagada, por falta de condições da zona lateral do pavilhão, em que há infiltrações graves”, acrescenta.

O Notícias de Loures tentou contactar o Ministério da Educação, mas, até à data do fecho da edição, não obteve qualquer resposta.

Câmara avança com obras no pavilhão da Arco-Íris

Entretanto, face às várias manifestações de desagrado, a Câmara Municipal de Loures anunciou, na Assembleia Municipal de 22 de março, que vai avançar com as obras de reparação do pavilhão da Escola Secundária da Portela. “Embora não seja da competência da Câmara, iremos avançar com as obras e depois apresentaremos a fatura ao Ministério da Educação”, afirmou na ocasião Bernardino Soares, presidente da autarquia. Para o efeito, foi já efetuada uma vistoria ao pavilhão para levantar os prejuízos e necessidades, com vista a solicitar orçamentos para a realização da obra.

Vanessa Jesus

Última edição

Gala Notícias de Loures

Gala | Notícias de Loures

Opinião

Eleições

Newsletter