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Notícias | Atualidade

Uma data em que se celebra a mãe e a maternidade

O dia da mãe não é um dia

7 de maio de 2018
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O dia das mães, também designado por dia da mãe, é uma data em que se celebra a mãe e a maternidade e, por isso, uma oportunidade de homenagear a dedicação de uma vida inteira. Remonta à Grécia antiga, embora tenha sido concebido em finais do século XIX e proclamado no início do século XX, fruto de um movimento antiguerra. A comemoração, de raiz altruísta, que se alastrou aos mais diversos países, parece estar a perder a razão de ser. É que o dia da mãe não se compra. E o dia da mãe, não é um dia.

Tradições politeístas

As primeiras comemorações do dia da mãe remontam à Grécia antiga, em que a entrada na primavera era celebrada em honra de Réia, mãe dos deuses do Olimpo, de entre eles, Zeus. Conhecida como a Mãe dos Deuses, remonta a uma época em que imperava o costume de "adoração da mãe". Já o papel de deusa universal parece ter sido atribuído a Cibele, a Mãe Terra, originário da Ásia Menor e, mais tarde, adaptado à mitologia romana. Para os gregos Cibele seria a reencarnação de Réia, havendo já um dia dedicado à entrega de oferendas no templo da Deusa da Mãe Terra.

A Terra como Mãe

A própria gratidão à Terra, como Mãe, é tão universal e antiga quanto os atos de semear, plantar e colher. Entregar sementes à terra para que elas germinassem, crescessem e frutificassem era um ato que dependia do auxílio dos Deuses.

Tradição católica

Vários séculos depois, os católicos transformaram estas celebrações politeístas, numa distinção à Virgem Maria como a mãe de Jesus e de todos os cristãos. Designou-se, então, o dia 8 de dezembro, homenagem coincidente com a celebração da Imaculada Conceição.

Nos Estados Unidos

O dia da mãe, mais próximo do que é conhecido hoje, foi concebido em 1872 pela poetisa e ativista social americana Julia Ward Howe, autora do Mother’s Day Proclamation (Proclamação do Dia da Mãe). A escritora pretendia instituir um dia que reunisse mulheres de dentro e fora do país e ajudasse a encontrar soluções para a paz no mundo inteiro. A defensora dos direitos das mulheres, em particular quanto à educação e ao direito ao voto, conseguiu que em 1873 e, pelo menos, durante os 10 anos seguintes, mulheres de 18 cidades norte-americanas se reunissem em Boston para celebrar a festividade.

Só mais tarde, em 1905, Anna Jarvis, aquando da morte da sua mãe, Ann Reeves Jarvis e, de forma a prestar-lhe homenagem, decidiu lutar por um dia que viria, então, a ser proclamado uns anos depois. Inspirada pelo sonho da mãe, de que existisse um dia comemorativo dedicado às mães pelo incomparável serviço que prestam à humanidade em todos os campos da vida, em 1907, Anna Jarvis iniciou uma campanha para estabelecer um Dia Nacional das Mães nos Estados Unidos. Sete anos depois, em 1914, o presidente dos Estados Unidos Thomas Woodrow Wilson, determinaria que o dia da mãe neste país seria celebrado no segundo domingo de maio. Contudo, o rumo comercial que atingiu este dia, desiludiu Anna Jarvis, que acabou por se afastar do movimento pelo qual lutou a vida toda.

Depois disso, muitos foram os países que se juntaram à celebração, acabando por fazer eco pelo mundo inteiro.

O dia da mãe em Portugal

Por via da tradição católica, o dia da mãe era, inicialmente, celebrado a 8 de dezembro, dia de Nossa Senhora da Conceição, padroeira de Portugal.

Porém, as aparições de Nossa Senhora aos três pastorinhos, na Cova da Iria a 13 de maio de 1917, deram ao mês de maio maior notoriedade, passando a ser conhecido como o mês dedicado a Santa Maria, mãe de Jesus Cristo. Foi, então, que o dia da mãe deixou de estar ligado a Nossa Senhora da Conceição e passou a homenagear Nossa Senhora de Fátima.

Uma vez que as aparições ocorreram a 13 de maio, ficou estabelecido que o dia da mãe em Portugal seria celebrado no primeiro domingo do mês de maio, de forma a não coincidir com as celebrações em Fátima.

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