Anuncie connosco
Pub
Notícias | Atualidade

Domingo, dia 19 de maio.

Incêndio Quinta do Mocho

4 de junho de 2019
Partilhar

O incêndio que deflagrou na tarde de domingo dia 19 de maio numa zona de mato, barracões e habitações precárias na Quinta do Mocho, em Sacavém deixou 14 famílias desalojadas, num total de 37 pessoas. Ao local foram mobilizados 93 operacionais, apoiados por 31 veículos. Não houve feridos, apenas o fumo incomodou quem estava na área.

Inicialmente, 29 agregados familiares, num total de 66 pessoas, tiveram de deixar as suas casas e pernoitar no quartel dos bombeiros de Sacavém.

Contudo, cerca de metade poderá regressar às suas habitações. A câmara de Loures esperava ter soluções para as restantes na terça-feira seguinte. Uma semana depois, as 37 pessoas continuavam desalojadas e a pernoitar no pavilhão dos Bombeiros Voluntários.

Bernardino Soares, presidente da Câmara de Loures, reuniu na segunda-feira, dia 27 de maio, com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, para discutir possíveis resoluções para a situação.​

Segundo o autarca, a tutela do terreno recai sobre o Ministério da Defesa, que recebeu nos últimos anos alertas para as condições precárias de habitação lá presentes e também para a falta de limpeza nas matas. A resposta tarda em chegar, mas Bernardino Soares relembra, numa conferência de imprensa que decorreu esta quinta-feira, que é preciso uma resolução “imediata e digna” que permita a estas pessoas transitarem para uma habitação provisória enquanto é preparada uma permanente.

O município de Loures não tem capacidade para acolher os desalojados do paiol no imediato, tendo uma lista de espera com mais de mil pessoas. É da responsabilidade, acredita o autarca, do Ministério da Defesa – dono do terreno onde se encontra o paiol – e da Segurança Social arranjar uma solução para estas pessoas. Acusa-os de quererem fugir ao problema ao afirmarem não ter competência na área. “O que é preciso não é olhar para as competências nem falar em diplomas no papel que não resolvem nenhum problema na realidade, é preciso é encontrar uma solução”, acrescenta.

Aponta também as “inúmeras instalações do ministério da defesa já desativadas ou com capacidade para poderem ser utilizadas para alojar com mais dignidade estas pessoas”.

O panorama não é amigável: o mercado imobiliário, com preços cada vez mais inflacionados, está fora de questão como resposta ao problema que o incêndio criou. Vindas de habitações precárias, relembra Bernardino Soares, nenhuma destas famílias tem poder de compra suficiente para tentar encontrar uma casa por arrendamento.

Quanto à habitação social, por outro lado, escasseiam as casas disponíveis e estendem-se as listas de quem precisa delas.

Os programas de apoio existentes ou não têm capacidade de resposta ou não recaem sequer sobre as áreas de apoio habitacionais necessárias neste caso: “isto não se resolve sem um programa nacional de apoio à construção e às respostas habitacionais para eliminar as habitações precárias”, conclui.

O presidente da Câmara reforça: “encontrar a solução é imperativo. Estas pessoas não podem ficar onde estão e também não podem voltar para o paiol.“

É necessária a garantia de condições dignas de vida e essas condições estão ainda por conceder.

Última edição

Gala Notícias de Loures

Gala | Notícias de Loures

Opinião

Eleições

Newsletter