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Notícias | Atualidade

mudança da Associação Chão dos Bichos para Santo Antão do Tojal suspensa

Abrigo em colapso

5 de novembro de 2018
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A mudança da Associação Chão dos Bichos para Santo Antão do Tojal foi suspensa dias depois de ter sido apresentado ao público o novo terreno, colocando em risco 500 animais e voluntários no interior do abrigo da Murteira.

Intempéries causam estragos

 

Há meses que a Associação tem vindo a alertar para o facto de não ter condições para aguentar mais um inverno e, os últimos dias, vieram confirmá-lo. A chegada do frio, do vento e das chuvas, voltou a trazer o caos. O chão tornou a converter-se em lama e casotas e vedações ficaram destruídas, originando a fuga de 20 animais, entretanto recuperados.

 

Voluntária hospitalizada

 

Recuperada não está a voluntária que tem sido o braço direito de Ana Sousa, presidente da Chão dos Bichos, que à hora de fecho deste jornal continua hospitalizada. Os efeitos das intempéries sentidas mais uma vez, numa situação que se aproxima do limite, fizeram com que se tivesse sentido mal, perdendo a orientação e a memória, cujo diagnóstico se desconhece neste momento.

 

Avanços e recuos

 

No passado dia 20 de outubro, foi apresentado ao público o “novo” terreno localizado em Santo Antão do Tojal, acompanhado de um pedido de ajuda de fundos, materiais e mão de obra. Na verdade, o local não é novidade, tendo sido a primeira hipótese de mudança colocada em 2015. Na presença de uma centena de pessoas, houve lugar ao discurso de Bruno Simão, adjunto do Gabinete de Apoio à Vereação da Câmara Municipal de Loures, que manifestou o apoio da autarquia e a necessidade de se proceder a um processo de transição sólido.

 

Novo impasse

 

A Associação gastou cerca de 13 mil euros a vedar os 7 mil metros quadrados de terreno, no entanto, a necessidade de licenciamento da obra, a possibilidade de concretização noutro local e a resistência da vizinhança voltam a criar um impasse.

 

Alimentos, materiais e mão de obra

 

Para além das necessidades alimentares diárias de um número tão significativo de cães, a construção de um novo espaço, independentemente da sua localização, requer materiais em madeira ou metal, bem como pedreiros, carpinteiros e mão de obra minimamente especializada, mesmo que remunerada.

 

Solução temporária

 

Esgotada não está a hipótese de o abrigo ser feito noutra localidade, notícia que deverá ser confirmada nos primeiros dias de novembro. Contudo, a esgotar-se parece estar o abrigo atual, cujo bem-estar de animais e voluntários está cada vez mais ameaçado.

Caso não exista uma solução definitiva nos próximos dias, a mudança do abrigo terá que fazer-se, mesmo que temporariamente, se não se quiser arriscar uma tragédia.

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