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Entrevistas

É uma miúda normal, bem educada e gira

Média de 20. Isso existe?

4 de agosto de 2019
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É uma miúda normal, bem educada e gira. Gosta de desporto e é “aplicadinha na escola”, ninguém diria, à primeira vista, que esta miúda como tantas outras, tem uma disciplina e ambição que lhe permitem resultados escolares irrepreensíveis. Para quem acha que é impossível. Média de 20… yup. Existe. Conheça a Beatriz.

Sempre foste boa aluna? Vias a escola como uma obrigação ou um prazer?

Sempre fui, desde pequena, uma rapariga muito aplicada no que toca à escola. Gostava de ficar contente com o trabalho que tinha feito e satisfazia-me ver que os meus professores gostavam daquilo que eu fazia e que ficavam felizes com os meus resultados. O meu objetivo sempre foi dar o meu melhor;não tinha de ter a nota máxima ou de ser a melhor da turma, queria era sentir que o meu esforço tinha compensado e resultado numa nota que exprimia aquilo que eu na verdade sabia. Como sou uma pessoa muito exigente comigo mesma, a minha relação com a escola sempre foi um misto de obrigação e gosto porque, apesar de gostar de estudar e de aprender e de toda a dinâmica da escola, punha sempre pressão em mim mesma para alcançar o resultado que eu achava que era capaz de atingir, obrigando-me a estudar muito mais do que aquilo que acabava por ser necessário.

 

Quais foram as tuas notas?

Este ano terminei com média de 20 e tive 19,5 nos exames nacionais de matemática e português. Acabei o secundário com uma média interna de 19,2 e a minha nota de candidatura em princípio possibilita-me a candidatura e entrada em qualquer curso, o que era o meu objetivo desde o início.

 

Quais as tuas disciplinas favoritas?

A minha disciplina favorita é definitivamente matemática, mas também gosto bastante de biologia, de química e de filosofia.

 

Como era a tua vida fora das aulas, participavas em atividades extra-curriculares?

A minha vida fora da escola sempre foi extremamente preenchida e agitada. Desde o meu quinto-ano que compito em natação sincronizada, com treinos 5 vezes por semana, que variavam entre as 3 e as 6 horas de duração. Entre viagens de ida e volta para a piscina, tempo de balneário e o treino em si eram cerca de 25 a 30 horas por semana dedicadas ao desporto. Para além da escola e da natação, tive catequese durante muitos anos e aulas de guitarra nos últimos três anos. Olhando para trás, sempre tive a vida muito sobrecarregada e por isso no 12ºano decidi treinar apenas no final do ano e dedicar-me a outros projetos durante o restante ano letivo, tais como um maior investimento na guitarra, voluntariado e babysitting, o que me deixou ocupada mas com menos peso sobre os ombros.

 

A dedicação ao estudo era vista como um sacrifício ou era parte natural do dia a dia? Deixaste de fazer coisas por causa da dedicação aos estudos?

Eu estudo quase todos os dias e, com exceção deste ano, todo o tempo que tinha em casa era passado a estudar. Apesar de eu estudar bastante, há muitos momentos em que eu preferia estar a fazer outras coisas para dar um pouco de descanso à cabeça, mas não me permito a desviar a atenção daquilo que estou a fazer porque sei que em princípio aquele esforço no final compensa. Neste meu último ano de escolaridade obrigatória, consegui realmente ver que todo esse esforço valeu a pena, porque me sentia imensamente confortável com as matérias lecionadas nos anos anteriores e que saíram nos exames, o que me facilitou o estudo para os mesmos. Apesar de, a nível académico, o sacrifício ter compensado, houve muitas coisas que eu não fiz porque ficava em casa a estudar, tais como saídas com amigos e família, ir a festas de aniversário e coisas tão simples como seguir uma série na televisão.

 

Como és na tua vida social?

Durante muito tempo fui uma rapariga tímida e que evitava eventos sociais, o que era relativamente fácil porque tinha sempre treinos ou estudo para fazer. Mas, com o tempo, fui ganhando skills sociais e fazendo novos amigos. Atualmente tenho sempre a minha vida social bastante preenchida, porque quando tenho tempo livre prefiro passá-lo com pessoas de quem eu goste do que sozinha em casa.

 

Que profissões já quiseste ter? Que curso queres tirar? Para onde queres ir estudar?

Já quis ter imensas profissões ao longo da minha vida, mas as que mais se destacam são cozinheira, escritora, criminologista, ilustradora científica, investigadora na área da Medicina e médica legista. Enquanto todas as outras se desvaneceram na minha mente com o passar dos anos, as últimas duas sempre se mantiveram presentes, diria eu desde os meus 10 ou 11 anos. E é mesmo para Medicina que me vou candidatar, mas agora de mente aberta para qualquer especialidade. Eu sempre tive a ambição de estudar no estrangeiro, mas entrando em Portugal para uma boa universidade acho que é desnecessário a vários níveis ir tirar Medicina para fora. Como ainda não entrei no curso e como me sinto ainda como um “bebé” no mundo da Medicina, não tenho qualquer ideia de onde quero trabalhar, e nem consigo projetar-me 10 anos no futuro e ver-me numa especialidade.

Que expectativas tens acerca da vida académica? Que pensas dos programas de intercâmbio tipo Erasmus ou Sócrates?

Estou muito entusiasmada com esta nova etapa da minha vida, acredito sinceramente que vão ser dos melhores anos da minha vida até ao momento. Claro que vai ser difícil, mas acho que vai ser um percurso que vou gostar de fazer. Quanto a programas de intercâmbio, quero imenso ter essa oportunidade, por isso se não houver nada impeditivo nessa altura, de certeza que quererei ir para fora durante um ano ou um semestre.

 

Como vês a tendência, cada vez mais comum dos jovens tirarem anos sabáticos para fazer voluntariados, viagens, ou até para pesquisarem melhor quais os cursos que querem tirar?

Nunca considerei a hipótese de fazer um ano sabático, simplesmente acho que suspender os estudos por um ano não era o ideal para mim. Sempre tive metas muito claras em relação ao Ensino Superior, e tirar um ano antes de entrar iria um bocado contra os planos que fiz para mim enquanto fui crescendo. Contudo, conheço várias pessoas para quem tirar um ano sabático faria sentido e, se existe a oportunidade de viajar e de nos enriquecermos enquanto pessoas, acho que é algo que se deve fazer.

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